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Breiller Pires, o atacante desmarcado

setembro 17, 2014

Ele já vazou as redes adversárias por doze vezes, o que o transforma no artilheiro do time e no vice-líder da artilharia geral do torneio. Nem assim o repórter da revista Placar, Breiller Pires, discreto reforço apresentado sem direito à sirene no início do torneio pela ESPN, considera que o oportunismo seja sua principal virtude: para ele, os zagueiros rivais apenas se esquecem de marcá-lo, mais preocupados que ficam com o outro homem-gol dos canais.

Assim, aos 27 anos de idade, o atacante de 1m86 de altura e 80 quilos, que trabalha há três anos na mais tradicional publicação futebolística do país, conseguiu cavar a titularidade num time que já era forte: a base vice-campeã do ano passado, afinal, fora toda mantida pelo time do Sumaré para a atual disputa. No ano passado, a Vexame chegou a sondar Breiller, mas a negociação não avançou. Até que a ESPN cruzou-lhe o caminho. “Sempre tive o sonho de jogar em time grande”, deslumbra-se. Confira a conversa com o craque:

São Paulo, SP, 30 - 09 - 2013.  Copa Imprensa Nike de Futebol Society 2013

Você é repórter da Placar. Por que a mais tradicional revista de futebol do país não montou time para a copa?
Fui emprestado à ESPN, sem passe fixado, já que a bruxa correu solta pela redação da Placar nesta temporada. Temos quatro jogadores entregues ao departamento médico. Além dos chinelinhos, sofremos baixas com atletas que se perderam pela vida boêmia. Há uma remota esperança de recuperá-los a tempo de inscrever o time para a edição 2014.

É sua primeira Copa Imprensa?
Sim, primeira participação. Ano passado, meu empresário recebeu sondagens do time da Vexame, mas não chegamos a um acordo na hora de assinar a papelada.

Como foi sua aproximação com o pessoal da ESPN, onde eles te viram jogar para convidá-lo? E como foi cavar a titularidade num time que já era forte?
Jogamos uma pelada semanal, mais conhecida como Premier League, que reúne atletas da Editora Abril e da ESPN. E já conhecia de longa data o Arnaldo Ribeiro, ex-placariano. Quando o Rafael “Adrian Mutu” Almeida me convidou para o campeonato, não pensei duas vezes. Sempre tive o sonho de jogar em um time grande, ao lado de ídolos como Arnaldo, Alê Oliveira, Paulo Andrade e Paulo Sérgio. Fui muito bem recebido pelo grupo e pelo professor Edu Affonso, que me deixou à vontade para mostrar meu futebol. Só tenho a agradecer à família ESPN por todo apoio durante essa jornada.

Qual a sensação de ser parceiro de ataque de um campeão do mundo – e de ter feito mais gols do que ele?
Na verdade, só tenho mais gols do que ele porque, enquanto os adversários se preocupam em marcá-lo, eu fico livre na banheira para arrematar. Sem contar as assistências e as inúmeras jogadas que ele cria. Paulo Sérgio é um monstro, o melhor ex-jogador em atividade no Brasil. É um privilégio contar com ele em nosso time.

Nossos registros fotográficos o flagraram vivenciando seu “momento Maradona” contra o SporTV. Caso vá às redes na final, já imagina como será a comemoração?
Contra o SporTV, joguei no sacrifício, sob efeito de analgésicos  – o que não tem qualquer relação com o “momento Maradona”. Felizmente consegui superar o desgaste e ajudar a equipe. A comemoração foi para descarregar a tensão, das dores e da partida. Não planejo nenhuma comemoração especial na decisão, até porque enfrentar a Assessoria, o melhor time do campeonato, será complicado. Mas prometo levar uma bandeira da Placar para a volta olímpica – caso a gente conquiste nosso objetivo.

Publicado originalmente por: Copa Imprensa Nike ACEESP

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