Archive for junho \10\UTC 2010

Socializar na rede é para poucos

junho 10, 2010

Desde 2008, quando as redes sociais estouraram de vez por aqui, e criaram um novo mercado de atuação para as empresas, o mundo corporativo despertou seus olhos sedentos para Twitter, Orkut, Facebook, Youtube, Formspring…

Tags Midias Sociais

Mas, na maioria dos casos, as empresas se esquecem que, diferentemente das mídias convencionais, essas redes são pautadas por relacionamentos. E, mesmo nesse universo jovem-pós-moderno das “ficadas” e pegadas sem compromisso, relacionamentos não se constroem de um dia para o outro.

Além do comprometimento, fidelidade e investimento de tempo (e dinheiro, evidentemente) são essenciais para consolidar uma íntima relação com o público diversificado de cada rede.

Não basta contratar uma agência digital, traçar o briefing, lançar sua marca no Twitter e esperar 1000 seguidores por minuto. É preciso estar presente, envolver todo o seu negócio na cultura social media.

Novamente, não difere do relacionamento pessoal – pois cabe reiterar que as mídias sociais não representam outra coisa senão ferramentas para promover a interação entre pessoas. Quanto mais proximidade, maior as chances de conseguir bons resultados.

É justamente a contabilização – e o conceito formulado em torno desses resultados – que vem diminuindo o entusiasmo de muita empresa com o boom das redes sociais.

Ninguém quer investir muito. “As mídias são práticas e permitem autogestão. Por que empregar minha verba de publicidade em algo tão simples?”, indagam os empresários.

Redes sociais no Brasil

No entanto, todo mundo quer seguir a onda e fazer parte das redes. Temos até açougue criando perfil no Orkut hoje em dia e expondo suas fraldinhas e alcatras para o resto do planeta.

Depois de investir módicas quantias para emplacar sua presença digital, conseguir pouco mais de 100 seguidores no Twitter e uma Fan Page com 36 adeptos no Facebook, o cara se pergunta se o investimento valeu a pena. Obviamente, não.

O sucesso na rede social ainda é determinado – erroneamente – à moda antiga, das mídias tradicionais. Por gráficos crescentes, números e audiência, apenas.

Empresas, políticos, governos, clubes de futebol ou qualquer pessoa/instituição que anseie retorno de imagem nas aclamadas novas mídias deveriam dar um passo atrás e pensar duas vezes.

Sem tempo, entrega, dedicação e um bom recurso financeiro, dificilmente seus relacionamentos irão à frente na rede. Sem comprometimento, esqueça os resultados astronômicos.

No aspecto corporativo, as redes sociais, ao contrário do que se imagina, são seletivas e algo elitistas. Ninguém alcança o estrelato sócio-virtual de mãos abanando.