Então, é Natal?

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Mês de Natal. Hora de comprar um montão de luzinhas para enfeitar a árvore.

 

Hora de pensar no presente do amigo-oculto, geralmente mais oculto do que amigo, que você tirou no sorteio do trabalho.

 

Hora de mandar fazer roupa nova para usar na ceia e na missa do dia 25. Que coisa, hein? Essa história de Natal dá é canseira.

 

Não fossem os presentes e o pretexto para fazer festa, a data seria um misto de 1º de maio com dia de finados: a causa é nobre, mas só celebra quem já morreu.

 

Inconveniente, o Natal ainda brinda a todos com uma bela pedrada na consciência. Campanhas de solidariedade e especiais na TV, que pipocam à mesma velocidade que as promoções nas lojas de roupas e brinquedos, tentam mostrar que nesse mundo, como se não soubéssemos, há muita gente precisando de ajuda.

 

E o espírito natalino, ao invés de nos presentear com paz e harmonia, quebra o nosso ego em pedaços e nos faz sentir o peso de uma impotência sem tamanho.

 

Talvez, se todos os dias fossem Natal, a consciência poderia até se sentir incomodada. Ajudar ao próximo, então, seria obrigação, questão de honra.

 

Mas como esse dia vem só de ano em ano, até o réveillon a gente já se esqueceu de tudo. E ainda sobra tempo para reclamar do presente que ganhamos do bom velhinho, cada dia mais gordo.

Por Breiller Pires

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